Bolsa deve simplificar cobrança de imposto de renda

Na esteira das medidas de estímulo ao mercado de capitais, divulgadas na semana passada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve ser anunciada em breve a simplificação do imposto de renda para pessoas físicas que investem no mercado de ações.
Segundo apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o recolhimento do tributo, de 15%, que atualmente é mensal, será feito apenas na saída do investidor desse mercado, ou seja, quando ele deixar de comprar e vender papéis na bolsa. Na prática, o imposto cobrado não muda uma vez que a alíquota permanecerá a mesma. O principal benefício da alteração é a simplificação do recolhimento que contribui para atrair mais investidores, além de fidelizá-los.
A mudança deve começar a valer somente a partir de 2016. O prazo é necessário para a bolsa adapte os sistemas de recolhimento do tributo. O assunto está em estudo, segundo fontes, pelo grupo de trabalho formado por integrantes do governo e da BM&FBovespa. O grupo, também anunciado por Mantega na semana passada, será criado por meio de uma portaria e terá 90 dias para apresentar uma proposta para facilitar o recolhimento do imposto de renda em ações.
O presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, confirma que o tema está em discussão e que, se concretizado, representará uma "simplificação extraordinária" para o mercado de ações. "Com essa mudança, o critério para pessoas físicas que investirem em ações passa a ser de conta saldo. Esses investidores só vão pagar o imposto quando saírem do mercado. Enquanto isso, ficarão acumulando dividendos", diz ele.
A cargo da BM&FBovespa, de acordo com o executivo, ficará a responsabilidade de preparar a base de cálculo para o recolhimento do imposto. Já as corretoras de valores farão a ponte junto aos clientes recebendo o dinheiro correspondente ao tributo. Edemir compara os benefícios da medida aos obtidos com a criação da conta de investimento que isentou a cobrança de Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), em meados de 2004.
O formato atual de recolhimento de imposto de renda para quem investe em ações é bastante complexo, segundo especialistas do mercado. O próprio ministro da Fazenda admitiu, na semana passada, que a complexidade tributária afasta do mercado de capitais investidores pessoa física.
Hoje, o tributo é apurado em bases mensais, resultado dos ganhos e perdas no mês nas operações nos mercados à vista, de opções, futuro e a termo. Deve ser recolhido pelo próprio investidor até o último dia útil do mês subsequente ao da venda das ações sob a alíquota de 15%. Com a simplificação da tributação, esse imposto permanece, mas passa a ser recolhido somente quando o investidor deixar o mercado de ações.
Meta
A simplificação do IR é um capítulo importante do projeto da BM&FBovespa para atrair investidores pessoas físicas para a bolsa. No fim de 2009, foi anunciada uma meta "ambiciosa" de multiplicar por dez o número desse público em cinco anos. No entanto, segundo Edemir Pinto, esse projeto está sendo revisto considerando as condições macroeconômicas e novidades que devem ser anunciadas no fim deste ano. "A mudança será levada em consideração na avaliação de futuro para o projeto de atrair pessoas físicas", diz Edemir, sem dar mais detalhes.
Ao fim de maio, o número de contas de investidores pessoas físicas no mercado de ações estava em 568.217, menor que o registrado em abril, de 571.963, segundo dados da BM&FBovespa. Embora o indicador tenha apresentado leve alta nos últimos dois anos, que não passou de 1%, não ultrapassa a marca de 600 mil pessoas físicas desde 2011.
"O cliente do varejo tem uma dificuldade grande na declaração do IR e sua simplificação pode contribuir bastante para desmistificar o investimento na Bolsa", diz Bruno Gonçalves, da Alpes Corretora.
Procurada, a Receita Federal informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comenta matérias legislativas não publicadas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: http://atarde.uol.com.br/economia/noticias/1601401-bolsa-deve-simplificar-cobranca-de-imposto-de-renda











Lucro da Renner supera estimativa e cresce 46% no 4º trimestre

A varejista de vestuário Renner reportou alta de 46,4% no lucro líquido do quarto trimestre, para R$ 216,2 milhões. O ganho apurado no período superou em cerca 12% a média de estimativas de Brasil Plural, Credit Suisse, Votorantim Corretora e Goldman Sachs. A companhia registrou receita líquida de R$ 1,45 bilhão no trimestre, avanço de 12,5% na comparação anual, em linha com as projeções das instituições financeiras consultadas pelo Valor.
As vendas ?mesmas lojas' subiram 5,5%, também em relação ao mesmo período do ano passado. Antes de juros, impostos amortização e depreciação, a Renner apurou ganho de R$ 336,2 milhões, alta de 37,1%.
Com nível de inadimplência no seu menor patamar histórico, a operação financeira da varejista rende u lucro de R$ 40,1 milhões, 22,7% superior ao de um ano antes. No consolidado de 2013, a Renner teve lucro líquido de R$ 407,4 milhões, aumento de 14,6% sobre 2012. A receita líquida, na mesma comparação, cresceu 13%.
Fonte: http://economia.uol.com.br/noticias/valor-online/2014/02/20/lucro-da-renner-supera-estimativa-e-cresce-46-no-4-trimestre.htm

Hering tem lucro líquido de R$ 318 milhões em 2013, alta de 2,3%

A varejista de vestuário Hering registrou lucro líquido de R$ 318 milhões em 2013, alta de 2,3% em relação ao ano anterior. A receita líquida da companhia, na mesma comparação, cresceu 12,6%, para R$ 1,67 bilhão. As vendas "mesmas lojas" tiveram queda de 0,6% sobre 2012. No ano, os investimentos da companhia totalizaram R$ 72,2 milhões.
A maior parte foi destinada à área industrial (R$ 34,6 milhões) e à infraestrutura de Tecnologia da Informação (R$ 26,6 milhões). Para 2014, a companhia pretende investir R$ 99,9 milhões com recursos próprios. Em moldes semelhantes aos da unidade do Rio de Janeiro, o centro de distribuição de Santa Catarina tem previsão de ficar pronto no fim do ano.
Em 2015, será a vez da unidade de São Paulo ser 100% automatizada. Juntas, as reformas dos três centros compõem um projeto logístico da Renner orçado em R$ 220 milhões. Faz parte do plano estratégico até 2021, ano em que a companhia pretende alcançar 408 lojas Renner, 125 Camicado e 300 Youcom.
Fonte: http://economia.uol.com.br/noticias/valor-online/2014/02/20/hering-tem-lucro-liquido-de-r-318-milhoes-em-2013-alta-de-23.htm

Energia de curto prazo pesa e lucro da Tractebel cai 33,6% no 4º tri

RIO DE JANEIRO, 20 Fev (Reuters) - A Tractebel Energia, maior geradora privada de energia elétrica do país, teve lucro líquido de 286,3 milhões de reais no quarto trimestre, queda anual de 33,6 por cento, afetada por maiores custos da energia de curto prazo.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) foi de 645,2 milhões de reais, queda de 15,1 por cento na mesma base de comparação. A margem Ebitda caiu de 60 para 43,4 por cento.
A produção de energia nas usinas da companhia subiu 42,5 por cento no trimestre na comparação anual, para 13.833 GWh (sendo 6.265 MW médios). Com isso receita líquida subiu 17,4 por cento, a 1,488 bilhão de reais no último trimestre de 2013.
O preço médio de venda, líquidos de impostos, no trimestre avançou 5,8 por cento, enquanto o volume de energia vendida recuou 1,2 por cento na comparação com o mesmo trimestre de 2012.
Apesar de maiores receitas, os custos da venda dispararam 65 por cento, para 939,4 milhões de reais, principalmente por causa das transações no mercado de curto prazo.
Além disso, a empresa teve um efeito contábil negativo de 71,8 milhões de reais devido principalmente ao reconhecimento de provisão para redução ao valor recuperável de ativos da Usina Termelétrica Charqueadas, de 66,9 milhões de reais.
O Conselho de Administração aprovou proposta de dividendos complementares sobre 2013, no total de 461,8 milhões de reais, ou 0,7074583705 real por ação.
(Por Juliana Schincariol e Aluísio Alves)
Fonte: http://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2014/02/20/energia-de-curto-prazo-pesa-e-lucro-da-tractebel-cai-336-no-4-tri.htm







TAM investe R$50 mi para ampliar malha aérea durante a Copa

RIO DE JANEIRO, 20 Fev (Reuters) - A TAM Linhas Aéreas investirá 50 milhões de reais para alterar sua malha aérea doméstica durante a Copa do Mundo, em um ajuste de 31 por cento que inclui a criação de mais de 750 voos no Brasil, informou a companhia controlada pela Latam Airlines nesta quinta-feira.
O ajuste dos voos da TAM refere-se ao período de 10 de junho a 15 de julho. "Ao todo, a TAM vai operar mais de 22 mil voos dentro do país durante a competição, e prevê manter a atual média diária total de 800 voos, com cerca de 640 operações domésticas por dia", disse a empresa em comunicado.
Com as alterações, 81 por cento dos voos domésticos da TAM serão operados em aeroportos de cidades-sede durante a competição, com uma média diária de 43 voos domésticos nessas localidades. Em junho e julho de 2014, a oferta total da empresa será de 7 milhões de assentos em todo o Brasil.
Segundo a empresa, 80 por cento das passagens aéreas domésticas já comercializadas para o período do evento foram vendidas por preços abaixo de 500 reais. Atualmente, 50 por cento dos bilhetes domésticos disponíveis para venda estão sendo oferecidos abaixo deste valor, e 30 por cento estão sendo comercializados por menos de 200 reais, disse a TAM.
Nas rotas internacionais, as empresas do Grupo LATAM Airlines vão operar mais de 300 novos voos com destino ou origem no Brasil em junho e julho de 2014. Os países com maior incremento de número de voos com destino ao Brasil no período são Argentina, Chile e Inglaterra, acrescentou a empresa.
(Por Juliana Schincariol; Edição de Luciana Bruno)
Fonte: http://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2014/02/20/tam-investe-r50-mi-para-ampliar-malha-aerea-durante-a-copa.htm





Walmart anuncia fechamento de 25 lojas no Brasil

São Paulo, 20 fev (EFE).- O Walmart, a maior rede mundial de supermercados, anunciou nesta quinta-feira que fechou 25 de suas lojas no Brasil, como consequência das despesas no ano fiscal que terminou em janeiro afetado por encargos trabalhistas e pela queda dos ganhos de operações internacionais.

"O Walmart Brasil tem experimentado um aumento significativo das reivindicações trabalhistas nos últimos anos, como resultado dos esforços da empresa para melhorar a produtividade e reduzir custos", afirmou a empresa em comunicado.
A situação no Brasil e em outros países como China e Índia, com despesas extraordinárias de US$ 1 bilhão, foi crucial para que a companhia terminasse o ano fiscal com uma queda do lucro de 5,7%, para até US$ 16 bilhões, em comparação com 2012.
Em outubro, a companhia já tinha anunciado sua intenção de fechar algumas de suas unidades no Brasil, particularmente as de pequeno e médio porte.
A multinacional tem 540 unidades no Brasil com as bandeiras Walmart, Hiper Bompreço, BIG, Bompreço, Nacional, Mercadorama, Maxxi, Sam's Club e Todo Dia.
Fonte: http://economia.uol.com.br/noticias/efe/2014/02/21/walmart-anuncia-fechamento-de-25-lojas-no-brasil.htm

Lucro do Bradesco sobe 5,5% em 2013 e bate recorde, com R$ 12 bilhões

O Bradesco (BBDC4), segundo maior banco privado brasileiro, anunciou nesta quinta-feira (30) que fechou o ano de 2013 com lucro líquido de R$ 12,011 bilhões. O valor é 5,5% maior que o registrado em 2012 (R$ 11,381 bilhões), e bate novo recorde.

Sem considerar despesas extraordinárias --como o pagamento de tributos atrasados, por meio do programa Refis, por exemplo--, o chamado "lucro líquido ajustado" do banco subiu 6% em relação a 2012, para R$ 12,202 bilhões.

O desempenho foi apoiado pela queda na inadimplência e a redução de despesas com calotes.
Só no quarto trimestre, o Bradesco teve lucro líquido de R$ 3,079 bilhões, um crescimento de 6,4% sobre o mesmo período de 2012 (R$ 2,893 bilhões).

Em 31 de dezembro de 2013, o valor de mercado do Bradesco era de R$ 128,085 bilhões. A carteira de crédito do banco totalizava R$ 427,273 bilhões, uma alta de 10,8% em relação a 2012.
Foram distribuídos aos acionistas, ao longo do ano, R$ 4,078 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio.

Produtos de maior crescimento

No acumulado do ano, foram os desembolsos para pessoas físicas que tiveram melhor desempenho, com alta de 11,2%, enquanto para as empresas o crescimento foi de 10,6%.

Os destaques entre os produtos para pessoa física foram financiamento imobiliário, que teve alta anual de 35%; crédito consignado, crescimento de 29%, e crédito rural, com aumento de 21%.
Os empréstimos para aquisição de veículos continuaram em queda, retraindo 3,5% no trimestre e 12,4% no ano.

Para empresas, os produtos que apresentaram maior crescimento nos últimos doze meses foram financiamento à exportação; e financiamento imobiliário.

Menores perdas com dívidas em atraso

O índice de inadimplência do banco, medido pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, foi de 3,5% no quarto trimestre, ante 4,1% no mesmo período de um ano antes e 3,6% registrado entre julho e setembro de 2013.

Já o indicador que acompanha empréstimos vencidos há mais de 60 dias, um indicador da inadimplência futura, também registrou queda, passando de 5% no quarto trimestre de 2012, para 4,2% no final de dezembro, número que foi mais baixo que os 4,4% apurados no terceiro trimestre do ano passado.

As despesas com provisões do banco para devedores duvidosos somaram R$ 2,961 bilhões, queda de 7,8% no comparativo ano a ano. Porém, na comparação com o terceiro trimestre houve crescimento de 2,77% nesta linha.

Para 2014, o Bradesco prevê um aumento da carteira de crédito expandida um pouco mais contida, entre 10% a 14%, sendo que o melhor desempenho deve vir das pessoas físicas (11% a 15%). Para as empresas, a perspectiva é de crescimento entre 9% e 13%.


Fonte : http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2014/01/30/lucro-do-bradesco.htm